Em Santarém, no estado do Pará, integrantes de comunidades indígenas têm se mobilizado intensamente em protesto contra a recente proposta de desestatização das hidrovias na região. O movimento, que conta com a participação de diversas etnias locais, é uma resposta à preocupação de que a entrega dessas vias fluviais à iniciativa privada possa comprometer o acesso aos recursos naturais e direitos territoriais das populações tradicionais.
Os manifestantes destacam que a desestatização pode resultar em um aumento na exploração inadequada dos rios, que são vistos como fonte vital de sustento e cultura para os povos indígenas. As hidrovias são essenciais para o transporte de mercadorias e a conexão entre as comunidades, e sua privatização poderia significar tarifas elevadas e uma gestão voltada para o lucro, em detrimento das necessidades locais.
Durante o protesto, que atraiu a atenção de diferentes setores da sociedade, os indígenas expressaram sua insatisfação com gestos simbólicos e palavras de ordem. Eles reivindicaram maior respeito aos seus direitos constitucionais, destacando que as terras e águas da região são essenciais para sua sobrevivência cultural e física.
As lideranças presentes no ato ressaltaram a importância de um diálogo verdadeiro entre o governo e as comunidades afetadas. Argumentam que qualquer decisão relacionada às hidrovias deve incluir a participação direta dos povos indígenas, garantido um espaço para que suas vozes sejam ouvidas e suas preocupações adequadamente abordadas.
Neste sentido, os protestos em Santarém refletem uma luta maior por direitos e pela preservação de modos de vida que têm resistido ao longo dos séculos. Os indígenas buscam, com suas ações, não apenas resguardar seus direitos, mas também alertar a sociedade sobre a importância de políticas públicas que respeitem a diversidade cultural e a gestão sustentável dos recursos naturais na Amazônia. A mobilização serviu como um chamado à ação, não apenas para os governantes, mas para toda a sociedade, sobre a necessidade de valorizar e proteger as comunidades que vivem em harmonia com a natureza.
Com informações da EBC
Fotos: / EBC











