No último sábado, dia 14, um significativo passo foi dado na agenda exportadora nacional com o envio do primeiro navio carregado com DDG (Grãos Secos de Destilaria) para a China. Partindo do Porto de Imbituba, em Santa Catarina, a embarcação transportou cerca de 62 mil toneladas desse coproduto derivado da produção de etanol a partir do milho. Essa remessa representa a primeira entrega do produto ao mercado chinês após a recente abertura comercial, destacando o crescimento e a diversificação nas exportações brasileiras.
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária foi responsável por iniciar um processo rigoroso de registro e habilitação das plantas produtoras interessadas em acessar esse novo mercado. Foram 13 estabelecimentos brasileiros oficialmente autorizados a exportar DDG para a China, após uma série de avaliações técnicas que garantiram o cumprimento das boas práticas de fabricação, segurança dos produtos e rastreabilidade, atendendo aos exigidos pelas autoridades chinesas.
O DDG destaca-se cada vez mais no cenário internacional. O Brasil, sendo o terceiro maior produtor global de milho, registrou exportações de aproximadamente 791 mil toneladas deste insumo em 2024. Nesse mesmo período, a China contabilizou mais de US$ 66 milhões em importações de produtos destinados à alimentação animal, evidenciando a crescente demanda por este tipo de material.
Os dados de 2025 mostram que o Brasil teve um desempenho ainda mais expressivo, com a exportação de 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, representando um aumento de 9,77% em relação ao ano anterior. Estes resultados consolidam os Grãos Secos de Destilaria como importantes agentes de valorização na cadeia de produção de milho e bioenergia.
O crescimento do setor está intimamente ligado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta produzir quase 10 bilhões de litros na safra de 2025/2026, aumentando assim a disponibilidade de coprodutos oriundos do processamento de grãos. Essa abertura para novos mercados, combinada com a ampliação da capacidade produtiva, reforça a posição do Brasil como um fornecedor confiável e competitivo na cadeia global de nutrição animal e bioenergia.
O que é DDG? O DDG, sigla para Grãos Secos de Destilaria, é um coproduto resultante do processamento do milho para produção de etanol. Após as etapas de fermentação e destilação, os componentes que não se transformam em álcool — como proteínas, fibras e lipídios — são concentrados e secos, resultando no produto final conhecido como DDG.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













