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Banco Mundial alerta que incêndios em florestas consomem 1,5% do PIB | José Osmando

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Dados apresentados hoje pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dando conta de que houve redução na área sob alerta de desmatamento na Amazônia e no Cerrado entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, serve como um alento nesse esforço gigantesco que o Brasil empreende para manter as florestas de pé e contribuir para o equilíbrio ecológico. 

Mas há, por outro lado, uma informação preocupante: No Pantanal, entretanto, os alertas cresceram 45,5% em comparação ao mesmo período de 2024/2025.

Isso é preocupante porque, também neste mesmo momento da fala da ministra baseada em dados do Sistema Deter, do INPE, chega uma advertência  do Banco Mundial de que os incêndios florestais registrados no Brasil, em 2024, foram além dos irreparáveis danos ambientais, por causarem prejuízo econômico estimado em US$ 35,9 bilhões (algo próximo de R$ 200 bilhões), o que equivale a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Esse valor apontado pelo Banco Mundial é quase o dobro da média registrada entre 2019 e 2023.

De acordo como relatório, só especificamente no terreno ambiental, o custo foi de US$ 9,8 bilhões.

Os dados são oficiais, e constam do relatório Consequências dos Incêndios de 2024 no Brasil, que foi produzido por solicitação do governo brasileiro. 

Esse prejuízo, conforme o documento, atingiu de maneira direta e forte o agronegócio, que sofreu um impacto negativo de aproximadamente US$ 17,1 bilhões (mais de R$ 95 bilhões).

Nada menos do que 12,2 milhões de hectares de pastagens foram destruídos, cerca de 5,4 milhões de hectares de terras agrícolas foram perdidos e 400 milhões de áreas madeireiras foram consumidos pelos incêndios.

No mesmo período de destruição de florestas pelo fogo, houve redução significativa nos desmatamentos. Contudo, a presença de organizações criminosas na Amazônia, no Pantanal e nos Cerrados, unindo-se a fazendeiros inescrupulosos e a garimpeiros ilegais, potencializou as queimadas como forma mais apropriada de invadir terras e ocupar áreas agricultáveis para implantar garimpos ilegais, extraindo minérios de modo criminoso, retirando madeira, utilizando-se do contrabando para colocar esses produtos, criminosamente extraídos, em circulação no exterior. E daí fazendo o caminho de volta de drogas e armamentos que chegam em grande escala ao Brasil.

Na avaliação do Banco Mundial, a destruição causada pelos incêndios florestais impactou diretamente a cadeia de suprimentos, e manteve pressão sobre a inflação, com reflexos na capacidade de exportação do país no curto e médio prazo.

Outro dado alarmante destacado pelo equipe que produziu o relatório do Banco Mundial, relaciona-se ao aumento das taxas de mortalidade humana. A exposição à poluição por partículas finas (PM2,5) resultou em aproximadamente 8.240 mortes prematuras, gerando, além da dor nas famílias que perdem seus entes queridos, um custo social e econômico superior a US$ 7,1 bilhões. 

Esses valores se elevam ainda  mais se forem considerados os custos com internações hospitalares, medicamentos e perda de produtividade decorrente de doenças respiratórias. 

Vê-se, pelos severos dados apresentados, que o Brasil precisa encarar a gestão sobre incêndios não apenas como uma questão ambiental, de anteparo às políticas de equilíbrio ecológico, mas como um compromisso de salvaguarda econômica, preservando, desse modo, a estabilidade e o bem-estar dos produtores e consumidores brasileiros.

Por José Osmando

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