No fascinante universo das Olimpíadas de Inverno, cada pequeno avanço é uma conquista significativa que aproxima atletas e torcedores de seus objetivos. Um excelente exemplo dessa progressão gradual será evidenciado nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, especialmente na modalidade de skeleton feminino. A trajetória de Nicole Silveira é um símbolo dessa evolução. Sua estreia em Beijing 2022, conquistando a 13ª posição e marcando o segundo melhor resultado da história brasileira, alçou-a ao cenário internacional. Desde então, Nicole integrou-se à elite do skeleton, conquistando três bronzes em etapas da Copa do Mundo e alcançando a quarta posição no Mundial de 2025. Esses resultados são frutos não apenas de um esforço individual, mas de uma dedicação coletiva que busca uma posição de destaque para o Brasil nas modalidades de inverno.
O caminho de Nicole, ainda que aparentemente rápido, é parte de um contexto mais amplo de tentativas e progressos feitos ao longo das décadas pelo Brasil nos esportes de neve e gelo. A primeira incursão brasileira no cenário mundial ocorreu em 1966, no Mundial de Esqui Alpino, e a estreia olímpica veio em 1992, nos Jogos de Albertville. De lá para cá, o Brasil ampliou sua presença, ficando ausente apenas no salto de esqui e no combinado nórdico.
O valor das conquistas, ainda que muitas vezes modestas aos olhares mais resultadistas, é imenso. Veja o caso de Bruna Moura. Sua 99ª posição nos 10km do esqui cross-country pode parecer discreta, mas representa o melhor desempenho da atleta em pontuações FIS em grandes eventos, mostrando a importância de cada esforço contínuo e paciente que aproxima o Brasil das primeiras posições mundiais.
Os exemplos de Nicole e Bruna são reflexos de uma jornada coletiva em direção ao reconhecimento nos Jogos Olímpicos de Inverno. Elas, junto com outros atletas brasileiros, trilham um caminho que transforma cada pequena vitória em um degrau para o sucesso. Milão-Cortina 2026 configura-se como um marco para que novos espectadores e entusiastas descubram as possibilidades dos esportes de inverno.
Finalmente, é imperativo valorizar esses esforços e celebrar cada conquista, por menor que possa parecer. Assim, um dia, podemos não apenas sonhar, mas chegar aos pódios internacionais, consolidando o Brasil no cenário dos esportes de inverno.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: “Cada pequeno passo no esporte nos aproxima dos objetivos. Nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, veremos isso no skeleton feminino com Nicole Silveira, destaque após sua surpreendente 13ª posição em Beijing 2022. Foto: Al Bello/Getty Images.”











