Bruna Moura, esquiadora brasileira, viveu momentos de pura superação ao se tornar atleta olímpica em Milão-Cortina 2026. Sua trajetória é marcada por desafios que testaram sua coragem e persistência. Essa jornada começou muito antes das neves italianas, quando Bruna despontava no mountain bike entre 2010 e 2011, sonhando com os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Porém, um problema cardíaco a afastou do esporte por dois anos, levando a uma cirurgia em 2013. Foi então que o esqui cross-country se apresentou como um novo caminho para o mesmo sonho.
Embora determinada a integrar a equipe de Pequim 2022, Bruna enfrentou contratempos significativos. Após garantir sua vaga, um teste positivo para Covid-19 a colocou em quarentena, e, ao ser liberada, um acidente de carro na Itália atrasou ainda mais seus planos. O impacto foi severo: dois meses sem caminhar, seguidos de um longo período de fisioterapia e trabalho psicológico. Mesmo assim, ela mantinha a convicção de que se classificaria para 2026.
A seguir, Bruna precisou enfrentar um novo revés. Uma toxoplasmose severa obrigou a interromper a temporada de 2024/2025, com risco de perda da visão. O tratamento foi bem-sucedido, mas deixou sequelas. Ainda, a perda de uma amiga próxima impactou seu emocional. A esquiadora sabia que, para alcançar Milão-Cortina 2026, precisava superar estas barreiras.
Finalmente, o dia da prova em Milão-Cortina chegou, carregado de emoções e desafios vencidos. Bruna cruzou a linha de chegada com um sorriso, absorvendo o momento que tanto planejou. Tornou-se a primeira brasileira a competir nos Jogos de Inverno em 10 de fevereiro. Carregada pelos sentimentos, declarou: “Este é o momento da minha vida”. Importante para ela, mais que o resultado foi concretizar o sonho que iluminou seu caminho.
Bruna Moura inspirou muitos com sua história de resiliência e mantém sua gratidão ao povo brasileiro que a apoiou. Ela tenta responder às inúmeras mensagens de apoio, embora nem sempre consiga. Sua história fala sobre sonhos – os “balõezinhos” que ela persegue – uma metáfora para os objetivos que demandam esforço contínuo para serem alcançados. Este conceito nasceu em um sonho, quando ela, enfrentando a depressão, se viu correndo atrás de um balão que o vento sempre levava para mais longe. Persistência marcou esse caminho e agora está tatuada na pele da atleta olímpica.
Ainda em Milão-Cortina, Bruna se prepara para competir na prova de 10km do esqui cross-country, além do sprint livre por equipes, ao lado de Eduarda Ribera. Ela desfilará na cerimônia de encerramento em Verona, em 22 de fevereiro, celebrando uma participação olímpica que, para ela, vale mais que qualquer medalha. Bruna Moura é símbolo de determinação e inspiração para todos que sonham alcançar seus próprios balões.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Bruna Moura: um caminho de superação até Milão-Cortina 2026. Após enfrentar cirurgias, acidente e desafios de saúde, a esquiadora brasileira realiza o sonho olímpico com coragem e persistência. Foto: Gabriel Heusi/COB. #JogosOlímpicos











