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Manoel Nivaldo: Arte e Tradição no Carnaval da Maternidade Santa Mônica há 16 Anos

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Um Legado de Samba: A Trajetória de Manoel Nivaldo dos Santos na Maternidade Escola Santa Mônica

Nas dependências da Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), vinculada à Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Manoel Nivaldo dos Santos, carinhosamente chamado de Ticó, é um ícone cuja história se entrelaça com a tradição do carnaval. Há 16 anos, ele dedica seu talento à criação dos estandartes que representam o bloco da instituição, atividade que iniciou em 2010. Com uma trajetória de quatro décadas como servidor público, Ticó combina sua paixão pelo samba, que vem de uma herança familiar, com a habilidade artesanal em seus projetos.

O que torna o trabalho de Ticó verdadeiramente especial é o seu compromisso com a originalidade e o cuidado na execução. Ao contrário de muitos outros, seus estandartes são totalmente confeccionados à mão, sem recorrer a costuras. Desde o desenho inicial até os toques finais, cada estandarte é genuinamente uma criação sua. Ele expressa com orgulho que não conta com assistência em seu processo de produção, ressaltando: “Tudo isso sou eu que produzo. É um trabalho autoral, um reflexo da minha dedicação.”

O bloco da MESM tem suas raízes na agremiação “Mamãe Sacode”, que posteriormente foi rebatizada como “Alô Mamãe”. Essa mudança de nome é uma homenagem a um antigo servidor que popularizou a expressão em uma rádio interna da unidade. Ticó também se destacou ao compor uma marchinha que retrata de maneira lúdica a trajetória de bebês prematuros atendidos pela maternidade, acrescentando um toque emocional à celebração: “Alô mamãe, alô mamãe, eu sou prematuro, por isso eu nasci na Santa Mônica.”

Embora o bloco desfile em conjunto com a Uncisal, o estandarte de Ticó é um símbolo que mantém a identidade e o prestígio da MESM na avenida. Para ele, essa peça não é apenas um adereço; é o que diferencia a folia amadora da profissional. “Se outras unidades tivessem um carnavalesco, teriam o mesmo brilho que temos. O estandarte é o coração do carnaval de rua,” afirma.

Ticó herda sua paixão pelo carnaval de seus pais, que foram porta-bandeira e mestre-sala da renomada escola de samba “Unidos do Poço”. Com 54 anos de experiência como mestre-sala e iniciando sua jornada aos 19 anos, a cultura do samba está profundamente enraizada em seu ser. Essa vivência se reflete na seriedade com que aborda a folia institucional. Para ele, cada ano é uma nova oportunidade de inovação: “Quando chega a época, já penso: não quero o mesmo do ano passado. Estou sempre em busca do novo, superando o que foi feito antes.”

Além de seu papel no carnaval de Maceió, Ticó se prepara para levar sua arte para a Marquês de Sapucaí em 2027, após receber um convite para desfilar com a Beija-Flor de Nilópolis. Enquanto essa data não chega, sua contribuição para o carnaval local continua a brilhar, celebrando de forma vibrante a conexão entre serviço público e arte popular.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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