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Desmistificando a Segurança Alimentar: Tecnologia de Alimentos é Essencial para Consumo Consciente

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A Importância da Tecnologia na Segurança Alimentar: Um Olhar Especializado

Em um mundo onde a tecnologia permeia todos os aspectos da vida, a segurança alimentar emerge como um tema crucial, impactando diretamente a saúde pública. O professor Ewerton Amorim, coordenador do curso de Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), destaca a essência dos processos tecnológicos envolvidos na produção de alimentos e sua relevância para a saúde do consumidor.

Os alimentos industrializados, frequentemente cercados de dúvidas e mitos, são uma parte intrínseca da dieta moderna. Termos como “irradiado” podem provocar receios por causa da falta de compreensão sobre esses métodos. Amorim salienta que entender esses processos é vital para que os consumidores façam escolhas informadas. A tecnologia de alimentos vai muito além do ato de consumir; ela abrange um vasto espectro de práticas que garantem que os produtos cheguem ao consumidor finais de forma segura e dentro das normas estabelecidas.

“Todo um cuidado é empregado para assegurar que os alimentos sejam produzidos com qualidade”, relata Amorim. Isso implica uma rigorosa atenção ao controle de qualidade ao longo de toda a cadeia de produção — da fazenda à mesa. Medidas técnicas são implementadas para minimizar riscos, sejam eles microbiológicos, químicos ou físicos. Cada passo, desde o cultivo até a distribuição, é monitorado com precisão para garantir a conformidade com os padrões de saúde pública.

Além disso, a inovação no setor alimentício tem sido fundamental. Com o aumento da conscientização sobre saúde e nutrição, novas demandas da sociedade surgem, como a necessidade de alimentos para indivíduos com condições específicas, como intolerâncias alimentares. Nesse contexto, a pesquisa e o desenvolvimento científico desempenham um papel crucial na formulação de produtos que atendem a essas necessidades, conferindo-lhes um perfil nutricional que promova saúde.

Um dos aspectos mais frequentemente mal compreendidos na tecnologia de alimentos é a irradiação. Amorim enfatiza que este método é seguro e criteriosamente estudado. “Os alimentos irradiados não se tornam radioativos, e as doses utilizadas são rigorosamente controladas”, explica. O receio do público em relação a essas inovações é frequentemente resultado de desinformação. A educação a respeito desses métodos pode ajudar a dissipar mitos e fortalecer a confiança do consumidor nos produtos disponíveis.

Por outro lado, a confusão entre alimentos industrializados e ultraprocessados ainda persiste. Amorim esclarece que, enquanto muitos alimentos são processados para garantir segurança e qualidade, nem todo alimento industrializado representa riscos à saúde. Um exemplo prático é a água engarrafada, que, embora industrializada, não é prejudicial. A verdadeira preocupação reside nos alimentos ultraprocessados, que frequentemente incluem aditivos e substâncias artificiais em sua composição.

Amorim também aborda questões comuns sobre produtos como o leite de caixinha, que passa por processos como pasteurização para eliminar microorganismos, sem necessariamente requerer conservantes. Ele conclui que a correta classificação dos alimentos, guiada por critérios técnicos e científicos, é fundamental para fortalecer as práticas de fiscalização e controle sanitário na indústria alimentícia.

As discussões sobre tecnologia de alimentos e sua importância para a segurança alimentar foram aprofundadas em um recente episódio do UnciCast, o podcast institucional da Uncisal, disponível no YouTube. Esse espaço contribui para a disseminação de informações e esclarecimento de dúvidas essenciais para promover uma alimentação segura e saudável.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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