No dia 3 de fevereiro de 2026, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) de Alagoas realizou o IV Seminário Estadual de Hanseníase e a IV Mostra de Experiências Exitosas, um evento significativo que contou com a presença de profissionais de saúde, gestores e estudantes de diversas áreas relacionadas ao tratamento da hanseníase, provenientes dos 102 municípios do estado. O encontro ocorreu na Escola de Governo, localizada no centro da capital, Maceió.
Durante o seminário, a secretária executiva de ações de saúde, Thalyne Araújo, destacou a importância das discussões que abordaram a prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase, uma doença que, embora tenha cura, ainda possui sérios impactos na vida de muitas pessoas. Os participantes puderam aprofundar seus conhecimentos sobre o panorama epidemiológico da doença em Alagoas, examinar protocolos clínicos e diretrizes para o tratamento, além de compartilhar experiências significativas em assistência e acompanhamento dos enfermos.
A hanseníase, caracterizada como uma doença crônica e infecciosa, é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que afeta os nervos periféricos e a pele. Quando não tratada de forma adequada e em tempo, pode levar a lesões neurais irreversíveis. A técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Ana Patrícia, enfatizou que o diagnóstico precoce e o tratamento imediato são essenciais na luta contra a enfermidade. Ela alertou sobre a sutileza dos primeiros sintomas, que muitas vezes passam despercebidos tanto por profissionais de saúde quanto pelos pacientes. Nesse sentido, ela recomendou que a população, ao identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade, procure imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima.
Um dos pontos altos do seminário foi a apresentação da coordenadora do setor de combate à hanseníase de União dos Palmares, Milena Gomes, que compartilhou a experiência bem-sucedida do município no estabelecimento de grupos de apoio aos pacientes. Segundo Milena, esses grupos de apoio foram fundamentais para criar uma rede de assistência multiprofissional que não só abrange a parte clínica do tratamento, mas também oferece suporte social e psicológico aos afetados pela doença.
O seminário e a mostra não apenas proporcionaram um espaço de troca de ideias e experiências, mas também fortaleceram o compromisso da comunidade de saúde em combater a hanseníase, disseminando informações e práticas que podem transformar a realidade dos pacientes e melhorar a abordagem no tratamento da doença em Alagoas.
Com informações e fotos da Sesau/AL













