A otimização contratual de duas rodovias federais de grande relevância para a infraestrutura nacional foi aprovada de forma unânime pelo Tribunal de Contas da União (TCU). As rodovias em questão são a Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), administrada pela concessionária Arteris, e a Via Brasil (BR-163/MT/PA), operada pelo grupo Conasa. Esse processo de concessão ocorrerá novamente em 2026, com o intuito de corrigir desequilíbrios econômico-financeiros, retomar investimentos e garantir um serviço adequado aos usuários.
A secretária nacional de Transporte Rodoviário destacou a importância da aprovação, enfatizando que essa medida representa um marco no setor de infraestrutura, pois quatro leilões estão confirmados para o primeiro semestre de 2026. Essas otimizações possibilitarão a imediata retomada de obras em corredores logísticos essenciais para a mobilidade e o comércio.
Esse movimento faz parte de um esforço maior de repactuação de estradas concedidas em todo o país. A ação visa ajustar os contratos às realidades econômicas atuais, garantindo a modernização e a funcionalidade das rodovias em face do crescente tráfego de veículos e dos investimentos necessários para sua manutenção.
A BR-116, conhecida como Régis Bittencourt, possui uma extensão de 383 quilômetros e atravessa 16 municípios, servindo como um dos principais eixos logísticos que conectam as regiões Sul e Sudeste do Brasil. O novo acordo prevê um investimento superior a R$ 11 bilhões, com um prazo de 15 anos para a conclusão dos projetos pela concessionária que vencer o leilão. Entre as intervenções planejadas, estão a implementação de mais de 90 quilômetros de iluminação em pontos críticos, a construção de cerca de 88 quilômetros de terceiras faixas, além de melhorias nos acessos, passarelas, ciclovias e passagens específicas para fauna, visando aumentar a segurança viária e a fluidez do tráfego.
Por outro lado, a BR-163, também conhecida como Via Brasil, se estende por 1.009 quilômetros, ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA) e abrangendo 13 municípios. Este trecho é fundamental para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste em direção aos portos do Arco Norte, exercendo um papel vital na logística do país. O novo contrato para essa rodovia prevê R$ 15 bilhões em investimentos durante o período de concessão, incluindo 245 quilômetros de duplicações, a construção de faixas adicionais, vias marginais e melhorias nos acessos aos portos, o que ampliará a capacidade da estrada e aumentará a competitividade do transporte rodoviário no Brasil.
Com informações e Fotos do Ministério dos Transportes











