A produção científica em Alagoas vive um momento de ascensão. Recentemente, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o novo Qualis, que classifica a qualidade dos periódicos científicos brasileiros conforme os programas de pós-graduação. Neste novo ranking, sete dos onze periódicos apoiados pelo governo alagoano avançaram em suas classificações.
Dentre os destaques, a Diversitas Journal, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), saltou do estrato B3 para A2, subindo cinco posições. Já a Crítica Histórica, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), passou de A3 para A2, ambas alcançando uma visibilidade internacional em suas publicações.
Essas mudanças são parte da avaliação quadrienal (2021-2024) da pós-graduação, que considera critérios como a regularidade das edições e a qualidade da gestão editorial. Os índices A1 e A2 contemplam publicações de referência global, enquanto A3 e A4 indicam excelência nacional. As classificações B refletem a representatividade regional.
Além da Diversitas Journal e da Crítica Histórica, outras revistas apoiadas pelo Edital de Periódicos também mostraram evolução. Por exemplo, a Revista Lampião, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Ufal, subiu de C para B1.
O professor João Vicente Lima, diretor executivo de CT&I da Fapeal, destaca que essa avaliação enfatiza a eficácia das políticas públicas de incentivo à pesquisa, evidenciando o crescente interesse de pesquisadores de renome nacional em publicar nas revistas alagoanas. “A visibilidade das publicações mudou significativamente”, observa.
O apoio governamental, por meio de recursos do Programa Mais Ciência, Mais Futuro, fortalece o edital para periódicos e iniciativas como o “Periódicos Alagoas em Foco”, voltada para profissionalização da gestão editorial, liderada pelo professor Ronaldo Araújo, especialista em Ciências da Informação. Araújo enfatiza que o novo Qualis reflete um compromisso com a qualidade dos periódicos e destaca a importância do investimento em ciência e tecnologia no estado.
Esta progressão não só valoriza o trabalho de editores e equipes técnicas, mas também eleva a autoestima da comunidade científica alagoana, ampliando a visibilidade da produção local e contribuindo para a formação de novos pesquisadores. O reconhecimento do trabalho realizado por Alagoas pode atrair um número crescente de autores, aumentando a qualidade da produção científica no estado.
Com informações e imagens do Governo de Alagoas.













