logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Reforma Tributária: Empresários têm até setembro de 2026 para decidir sobre novas opções fiscais

COMPARTILHE

A recente Reforma Tributária trouxe uma importante mudança para as empresas brasileiras, especialmente para aquelas que estão inscritas no Simples Nacional. A partir de 2027, novos tributos como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) farão parte deste regime, o que exige dos empresários uma decisão estratégica até setembro de 2026.

É comum que muitos gestores deixem para decidir questões tributárias em um segundo plano, priorizando urgências diárias, como prazos de pagamento e demandas de clientes. No entanto, essa nova legislação impõe uma realidade clara: quem não tomar uma decisão até a data limite verá a sua empresa permanecer automaticamente no Simples Nacional com os novos tributos embutidos. Essa escolha, embora pareça confortável, pode não ser a mais vantajosa e resultar em uma carga tributária elevada.

A Lei Complementar nº 214/2025 estabelece que a inação implica na permanência no regime anterior, o que pode não ser a opção mais eficiente para muitos tipos de operações. Uma vez que essa escolha é feita de forma automática, sem qualquer aviso, os empresários poderão se deparar com mudanças inesperadas na hora de pagar os impostos, o que torna a necessidade de planejamento ainda mais crucial.

Por outro lado, existe uma alternativa viável: optar pelo regime normal para apuração do IBS e CBS. Essa escolha, que deve ser formalizada até setembro de 2026, pode permitir que as empresas se beneficiem de créditos tributários que diminuem a base de cálculo, oferecendo uma significativa economia, principalmente para aquelas com alto volume de compras e que lidam majoritariamente com fornecimentos para outras empresas.

A flexibilidade do novo sistema permite que os empresários mudem de ideia a cada seis meses, uma vantagem que pode ser decisiva diante de oscilações no mercado. Contudo, é preciso estar alerta às implicações de cada escolha, como a impossibilidade de retornar ao Simples por dois anos caso optem por ressarcir créditos.

É essencial que os empresários façam uma análise detalhada da situação financeira e do perfil da sua empresa, buscando orientação especializada para entender qual regime será mais vantajoso no longo prazo. O tempo está se esgotando e, se o empresário não agir, poderá ver sua autonomia enfraquecida, uma vez que o padrão legal foi criado para atender às necessidades gerais, e não necessariamente àquelas que contemplam as especificidades de cada negócio. Assim, preparar-se para essa mudança cobrindo todos os aspectos legais e financeiros é fundamental no novo cenário tributário que se aproxima.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade