Em janeiro, inicia-se uma importante campanha nacional conhecida como Janeiro Roxo, dedicada à conscientização e combate da hanseníase. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) aproveita a oportunidade para orientar a população sobre a doença, suas formas de prevenção e tratamento.
A hanseníase, uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis. Ela se espalha principalmente por meio do contato próximo e prolongado com indivíduos infectados. A assessora técnica do Programa Estadual de Vigilância e Eliminação da Hanseníase da Sesau, Itanielly Queiroz, explicou que, apesar de ser uma doença antiga, a hanseníase ainda é cercada por estigmas sociais. A manifestação clínica da doença é caracterizada pelo surgimento de manchas brancas e avermelhadas na pele, além do comprometimento dos nervos periféricos. Pessoas afetadas podem experimentar sensações como formigamento nas extremidades, diminuição ou perda de sensibilidade e surgimento de nódulos, que podem ser dolorosos.
Um dos aspectos essenciais para a erradicação da hanseníase é o diagnóstico precoce, que permite um controle eficaz da doença. A assessora enfatizou que a transmissão ocorre principalmente pelas vias aéreas superiores, especialmente em casos avançados da enfermidade, conhecidos como multibacilares, onde múltiplas lesões estão presentes e o paciente não está em tratamento. No entanto, uma boa notícia é que, uma vez iniciada a medicação corretamente, a transmissão é interrompida após apenas 72 horas da primeira dose supervisionada. O tratamento, que pode variar de seis a doze meses, é totalmente disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que todos tenham acesso.
Itanielly Queiroz também destacou que os medicamentos necessários para o tratamento da hanseníase são fornecidos exclusivamente pela rede pública de saúde, sendo impossível adquiri-los em farmácias. Por esse motivo, é crucial que a população busque acompanhamento médico de forma regular. A luta contra a hanseníase envolve não apenas a saúde física, mas também uma batalha contra os preconceitos associados à doença, reforçando a necessidade de consciência e solidariedade por parte da sociedade.
Com informações e fotos da Sesau/AL













